Ministro anunciou volta da produção nacional em evento em MG
Padilha afirmou que insulina ‘made in Brasil’ vai permitir economia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (16),
ao anunciar a retomada de produção de insulina no país, que o dia é
"histórico". De acordo com o ministro, o Brasil vai ser o quarto país no
mundo a produzir o medicamento, usado para o tratamento de diabetes.
Ele afirmou que, a partir de 2014, os pacientes poderão encontrar nas
farmácias caixas de insulina "made in Brasil".
"Hoje é um dia histórico na retomada da produção nacional. Estamos
mostrando a importância de um país continental como o Brasil ter sua
própria produção de insulina, que vai ser importante para a saúde e para
a economia. A retomada vai permitir que possamos reequilibrar preço e
competir. Com a decisão, nosso país volta a fazer parte do seleto grupo
de agora de 4 países em todo o mundo que produzem insulina", afirmou o
ministro em discurso em Minas Gerais, onde vai funcionar o laboratório
de insulina nacional.
A produção nacional de insulina foi interrompida em 1999, quando a
Biobrás, laboratório que produzia a substância e a fornecia ao SUS, foi
vendido a um grupo multinacional. Desde então, o Brasil passou a
depender de importações.
"Toda vez que a gente tem mais produtores, mais países participando da produção, mais empresas, aumenta a competição. O aumento da competição reduz preço. Tanto para o Ministério da Saúde, como reduz preço também pro consumidor", disse Padilha.
"Toda vez que a gente tem mais produtores, mais países participando da produção, mais empresas, aumenta a competição. O aumento da competição reduz preço. Tanto para o Ministério da Saúde, como reduz preço também pro consumidor", disse Padilha.
O Ministério da Saúde
tem expectativa de economizar com a retomada da produção na insulina no
Brasil, mas ainda não tem uma estimativa de quanto essa economia vai
representar em números. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, esse
valor só será conhecido quando a produção começar, pois o preço da
insulina está sujeito a muitas variáveis.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a
cerimônia (Foto: Pedro Cunha/ G1)
cerimônia (Foto: Pedro Cunha/ G1)
Padilha ressaltou que a produção do medicamento, além de estimular a
inovação tecnológica no país, vai garantir "segurança aos pacientes".
"Com um mercado em que apenas três países detêm a tecnologia [de
produção de insulina], permanentemente a oferta de insulina no nosso
país fica sob pressão", afirmou. "Às vezes, a insulina que é produzida
fora do país, o transporte, a dificuldade de vinda, qualquer decisão
estratégica de uma empresa, de parar e produzir, ia levar uma
insegurança do fornecimento de insulina no Brasil", explicou.
O ministro disse também que um dos fatores que viabilizam a produção
nacional de insulina é a facilidade de acesso que os pacientes têm aos
medicamentos, por meio de programas do governo federal, como a Farmácia
Popular.
"Uma coisa que torna viável empresários mineiros voltarem a produzir
insulina no Brasil é que a Farmácia Popular da presidente Dilma sustenta
a produção [...]Hoje 1 milhão de pessoas utilizam insulina do sistema
público de saúde. Esse mercado permite que o investimento no Brasil seja
sustentável para produzir no Brasil e também ocupar mercados na América
Latina e outros países."
De acordo com Padilha, a insulina produzida no Brasil estará disponível
aos pacientes a partir de 2014. "Daqui a poucos momentos, em 2014, o
povo brasileiro pode ter nas farmácias uma caixinha ali de insulina
dizendo 'made in Brasil, made in Minas Gerais'", disse.

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