Acusação, defesa e juízo convocaram 11 pessoas para júri.
Mizael será julgado pelo assassinato da ex em 2010, no interior de SP.

O G1 listou abaixo as 11 testemunhas da acusação,
defesa e juízo que deverão ser ouvidas no júri do caso Mércia Nakashima,
que começa na segunda-feira (11) no Fórum de Guarulhos,
na Grande São Paulo. A advogada foi morta em 23 de maio de 2010, numa
represa em Nazaré Paulista, interior. O advogado e policial militar
reformado Mizael Bispo de Souza é acusado de assassinar a ex-namorada.
O julgamento do vigia Evandro Bezerra Silva, acusado de participar do
crime, ocorrerá em 29 de julho. Os dois acusados estão presos
preventivamente. Ambos alegam inocência. Mizael alega nunca ter ido a Nazaré Paulista
e que no dia do crime estava com uma prostituta. Evandro afirmou que
foi buscar Mizael na represa, mas que não sabia do assassinato.
TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO | RELAÇÃO COM O CASO | PORQUE FOI CHAMADA |
---|---|---|
Márcio Massami Nakashima | empresário, irmão de Mércia Nakashima | relatou relação conturbada entre vítima e Mizael |
Antônio Assunção de Olim | delegado, responsável por investigar o caso pelo DHPP | apontou que Mizael e Evandro participaram da morte |
Arles Gonçalves Júnior | advogado | acompanhou um dos depoimentos de Evandro no DHPP |
Carlos Eduardo de Mattos Bicudo | biólogo do Instituto de Botânica | deu parecer técnico sobre a compatibilidade da alga achada no sapato de Mizael com a que tem na represa em Nazaré Paulista |
E.A.T. | engenheiro elétrico especialista em telecomunicações | deverá pedir a saída do réu e da plateia do plenário para falar tecnicamente sobre as Estações Rádio Base (Erbs), que colocaram Mizael na cena do crime a partir do mapeamento das ligações de telefone celular dos réus |
Cinco testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público, que acusa os réus, e outras cinco foram solicitadas pelos advogados de Mizael, que defendem seu cliente da acusação de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima).
Evandro também responde por homicídio, mas duplamente qualificado (meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima). Uma outra testemunha foi convocada pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano. A previsão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) é que o julgamento popular possa durar até uma semana. O júri terá transmissão ao vivo pela TV, rádio e internet.
Acusação
As primeiras testemunhas a serem ouvidas serão as escolhidas pelo promotor Rodrigo Merli Antunes e pelo assistente da acusação, Alexandre de Sá Domingues, advogado contratado pela família Nakashima para defender seus interesses.
Defesa
Depois do depoimento das testemunhas de acusação, será a vez das testemunhas de defesa serem ouvidas, e, por último, a do juiz. Após essa etapa, ocorrerá o interrogatório do réu. Depois, dá-se início a fase de debates, com explanações da Promotoria e da defesa.
TESTEMUNHAS DE DEFESA | RELAÇÃO COM O CASO | PORQUE FOI CHAMADA |
---|---|---|
Alexandre Simoni Silva | investigador, responsável por analisar as Erbs | relatou que as ligações telefônicas colocam Mizael na cena do crime |
Renato Pattoli | perito da Polícia Técnico-Científica, atuou no caso Mércia | coordenou os laudos e exames que provam a participação dos réus no crime |
Osvaldo Negrini | ex-perito da Polícia Técnico-Científica | deverá contestar o resultados da perícia que incriminam os acusados |
Eduardo Zocchi | fotógrafo | deverá analisar se o trabalho dos peritos teve erros |
Rita Maria de Souza | comerciante | relatou o bom relacionamento de Mizael com a ex |
Posteriormente, os sete jurados se reúnem na sala secreta e decidirão pela absolvição ou condenação do réu. Eles terão de levar em consideração para isso: o que foi dito pelas testemunhas, pelo acusado, e as provas apresentadas pela acusação e defensores.
Sentença
A sentença caberá ao magistrado. Se Mizael for considerado culpado pelo crime, o juiz terá de aplicar uma pena para o condenado. Se o réu for inocentado, ele será posto em liberdade
O crime
A advogada Mércia Nakashima desapareceu da casa dos avós em Guarulhos, em 23 de maio de 2010, quando saiu sozinha de carro. Após a denúncia feita por um pescador, o veículo e o corpo dela foram encontrados por bombeiros em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, respectivamente, nos dias 10 e 11 de junho.
TESTEMUNHA DO JUÍZO | RELAÇÃO COM O CASO | PORQUE FOI CHAMADA |
---|---|---|
Hélio Ramacciotti | perito da Polícia Técnico-Científica | elaborou laudo da reconstituição do crime que coloca Mizael como executor e Evandro como co-autor do assassinato de Mércia |
Mércia foi achada afogada em Nazaré Paulista. Ela tinha 28 anos. A
acusação diz que Mizael matou Mércia porque ele não aceitava o fim do
relacionamento. Para isso, o ex da advogada teria pedido ajuda ao
vigilante Evandro para buscá-lo de carro na represa. Os réus negam o
crime e alegam inocência.
A polícia diz ter como provas o rastreamento das ligações telefônicas
entre os acusados e a posição que eles se encontravam no dia do crime
por meio de antenas de transmissão.
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