Local poderia atender cerca de 5 mil pessoas, mas virou depósito de lixo.
Posto mais perto não vai realizar atendimento no feriado.

Um posto de saúde inacabado no bairro Santa Edwiges, em Contagem,
na Região Metropolitana de Belo Horizonte, revolta os moradores da
região. O local, que poderia atender cerca de cinco mil pessoas, virou
um depósito de lixo.
A vendedora Simone de Souza mora em frente ao posto e diz que se sente
humilhada com a situação. “Já tem mais de dois anos que começou essa
obra e, até hoje, não foi terminada. A gente se sente humilhada. Eu moro
aqui de frente. Já pensou você chegar todo dia na sua casa e dar de
frente com uma coisa horrorosa dessas”, disse.
Na área onde devia ser o posto de saúde, vários entulhos acabam virando
um obstáculo para quem passa pelo local. Resto de vaso sanitário,
telhas e prego enferrujado são alguns dos objetos que estão jogados na
obra.
O secretário Adjunto de Saúde de Contagem, Ronaldo Tadeu dos Santos,
informou que já havia recebido denúncias sobre a obra inacabada e o
risco que ela oferece à população e que na semana que vem vai fazer uma
visita ao local. Ele garantiu que os recursos para a conclusão do prédio
estão garantidos e que a obra só não foi terminada devido a problemas
com a empreiteira que ganhou a licitação. A promessa é que o posto
esteja funcionando ainda neste ano.
O posto mais próximo não vai realizar atendimento durante a Semana
Santa. As pessoas que foram até o local nesta quinta-feira (28)
encontraram uma placa com o aviso de não funcionamento. Alguns moradores
explicam que, mesmo quando o posto funciona, faltam médicos e o
atendimento é precário.
Segundo o secretário, durante o recesso da Semana Santa os postos da
cidade vão estar fechados, mas os moradores podem procurar uma das cinco
Uunidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade. Ele explicou que
todas elas estão com uma equipe a mais para atender os casos de dengue.
Quanto à falta de médicos apontada por alguns moradores, o secretário
informou que o médico saiu há cerca de um mês porque teria sofrido
ameaças de traficantes da região. Ele acabou sendo remanejado para outra
unidade de saúde. Atualmente, segundo a prefeitura, há dez vagas para
médicos que queiram trabalhar na cidade, mas faltam candidatos.
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