
Lúcio Adolfo, advogado de Bruno, conversa com o cliente durante mais um dia do júri (Foto: Léo Aragão/G1)
O goleiro Bruno Fernandes de Souza sorriu nesta quinta-feira (7) quando
o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro leu uma carta que o
jogador escreveu da prisão à Fernanda Gomes de Castro, sua ex-namorada,
chamando a jovem de "amor", dizendo que estava com saudades e prometendo
casamento "quando tudo terminar". Ela foi condenada em novembro pelo sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio e do filho que a modelo teve com o atleta.

Bruno é ouvido novamente na sessão desta quinta,
a pedido da defesa (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
a pedido da defesa (Foto: Renata Caldeira / TJMG)

Dayanne ouviu o promotor pedir sua absolvição de
crime no caso Eliza (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
crime no caso Eliza (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
(Acompanhe no G1 a cobertura completa do julgamento do caso Eliza Samudio,
com equipe de jornalistas trazendo as últimas informações, em tempo
real, de dentro e de fora do Fórum de Contagem, em Minas Gerais. Conheça
os réus, entenda o júri popular, relembre os momentos marcantes e
acesse reportagens, fotos e infográfico sobre o crime envolvendo o
goleiro Bruno.)
Ingrid Calheiros, que tem se apresentado como mulher do goleiro Bruno, estava presente no plenário do Fórum de Contagem, em Minas Gerais, durante a leitura do documento.
A carta foi escrita por Bruno quando ele já estava preso pela morte de Eliza.
Na quarta-feira, durante o seu interrogatório, Bruno disse que na época
dos fatos era noivo de Ingrid e que Fernanda era uma ex-namorada que
estava em sua casa cuidando de Bruninho a pedido de Luiz Henrique Romão,
o Macarrão.
Bruno e a ex-mulher Dayanne Rodrigues enfrentam júri popular por crimes relacionados ao desaparecimento e à morte de Eliza Samudio,
com quem o goleiro teve um filho. O atleta responde pela morte e
ocultação de cadáver da modelo e pelo sequestro e cárcere privado da
criança. A ex-mulher responde pelo crime de sequestro e cárcere privado
de Bruninho.
O goleiro, que na época do crime era titular do Flamengo, é acusado
pelo Ministério Público de planejar a morte para não precisar reconhecer
o filho nem pagar pensão alimentícia. Eliza foi levada à força do Rio
de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), segundo a
denúncia, onde foi mantida em cárcere privado. Depois, foi entregue para
Bola, que a asfixiou e desapareceu com o corpo, nunca encontrado.
Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010,
em Vespasiano (MG). A certidão de óbito foi emitida por determinação
judicial. O bebê, que foi encontrado com desconhecidos em Ribeirão das
Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA
comprovou a paternidade.
'Sabia e imaginava'
Bruno, em um novo interrogatório nesta quinta sobre a morte de Eliza, disse que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa. "Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro", disse o jogador.
Bruno, em um novo interrogatório nesta quinta sobre a morte de Eliza, disse que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa. "Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro", disse o jogador.
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que agora é possível saber que o goleiro Bruno"mentiu", mesmo sabendo de toda a verdade sobre a morte de Eliza Samudio, sua ex-amante.
"O futebol perdeu um goleiro razoável, mas um grande ator", disse o
promotor. Ele começou sua fala afirmando que a "canalha quadrilha" levou
Eliza do Rio de Janeiro para Minas Gerais e que ela nunca fez o exame
de DNA porque Bruno não quis. Ainda, segundo o acusador, Bruno agrediu
Eliza, ameaçou de morte e tentou forçá-la a tomar abortivos. Segundo
ele, o jogador se negava a atender seu único pedido: o pagamento dos
exames pré-natais.
"Bruno é o articulador, ele está no comando, ele está no controle, ele
está na apuração", disse o promotor, que afirmou que Luiz Henrique
Romão, o Macarrão, era "jagunço e faz-tudo" de Bruno. Por isso, o
goleiro enviou, depois do crime, uma carta pedindo que o "irmão"
assumisse a culpa em seu lugar.
Promotor livra Dayanne
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro Bruno. Ele apresentou seus argumentos na fase de debates entre acusação e defesa no júri popular da morte da ex-amante do goleiro Eliza Samudio. Dayanne chorou ao ouvir as palavras do promotor. O veredicto, culpado ou inocente, deve sair ainda nesta quinta.
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro Bruno. Ele apresentou seus argumentos na fase de debates entre acusação e defesa no júri popular da morte da ex-amante do goleiro Eliza Samudio. Dayanne chorou ao ouvir as palavras do promotor. O veredicto, culpado ou inocente, deve sair ainda nesta quinta.
Segundo henry, Dayanne deve ser inocentada porque foi "coagida" pelo
policial aposentado Zezé, José Lauriano, que hoje é investigado por
participação no crime. Segundo o promotor, ele "é a pessoa que chega na
noite da morte de Eliza com Bola". O promotor diz também que Bruno
deixou a "mãe de suas filhas à mercê" de Zezé. "E Bruno conhecia o
Zezé."
Antes disso, a ex-mulher do goleiro pediu para ser ouvida novamente no
júri popular para dizer que tem medo de José Lauriano, policial
aposentado chamado de Zezé, investigado como suspeito de participação na
morte.
Na nova fala, Dayanne afirmou que recebeu uma ligação do policial Zezé,
em que ele dizia que Macarrão já o tinha avisado de que ela estava com o
bebê e que a orientou a não comparecer com a criança na delegacia de
polícia. "Eu senti medo naquele momento, tanto quanto estou sentindo
agora, ainda mais depois que o Bruno falou ontem", disse.
'Dominava toda a situação'
A delegada Alessandra Wilke acompanha o quarto dia do júri do caso Eliza Samúdio, que vai definir o futuro do goleiro Bruno, acusado de envolvimento na morte da ex-amante. "Ele é o mandante, ele dominava toda a situação, ninguém faria nada deste tamanho sem o aval dele", afirmou na manhã desta quinta. Alessandra participou da investigação do crime na época do desaparecimento da jovem.
A delegada Alessandra Wilke acompanha o quarto dia do júri do caso Eliza Samúdio, que vai definir o futuro do goleiro Bruno, acusado de envolvimento na morte da ex-amante. "Ele é o mandante, ele dominava toda a situação, ninguém faria nada deste tamanho sem o aval dele", afirmou na manhã desta quinta. Alessandra participou da investigação do crime na época do desaparecimento da jovem.
"O depoimento do Bruno foi um teatro, ele tentou melhorar a situação
dele, mas não conseguiu. As provas do inquérito mostram que ele é o
responsável pelo mando de toda essa trama criminosa", disse. Para ela,
no interrogatório, ele perdeu a chance de dizer a verdade. "É o último
momento. O laço da corda está no pescoço dele. É o momento de ele tentar
dizer que está arrependido por não ter ajudado a polícia".
'Vou buscar a absolvição'
O advogado Lúcio Adolfo disse nesta quinta-feira, na chegada ao Fórum de Contagem, que entraria para o debate com a Promotoria com a intenção de conseguir a liberdade do réu Bruno Fernandes. "Vou buscar a absolvição do Bruno", afirmou o defensor. Segundo ele, a estratégia vai ser "ouvir o que o promotor vai falar e fazer contrapontos”.
O advogado Lúcio Adolfo disse nesta quinta-feira, na chegada ao Fórum de Contagem, que entraria para o debate com a Promotoria com a intenção de conseguir a liberdade do réu Bruno Fernandes. "Vou buscar a absolvição do Bruno", afirmou o defensor. Segundo ele, a estratégia vai ser "ouvir o que o promotor vai falar e fazer contrapontos”.
Porém, o defensor reconheceu que, durante o interrogatório de
quarta-feira (6), Bruno fez uma "confissão parcial", que, na avaliação
dele, esclarece a participação do jogador e de Marcos Aparecido dos
Santos, o Bola, na morte de Eliza. Ontem, Adolfo havia afirmado que acreditava na condenação do jogador, mas com diminuição de pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário