Eduardo Paiva sacou R$ 3 mil e voltava para colégio onde trabalhava.
Vítima foi baleada por assaltante, que fugiu sem levar o dinheiro.

A viúva de Eduardo Paiva, de 39 anos, funcionário do Colégio Nossa
Senhora de Sion que morreu após ser baleado em tentativa de assalto
nesta segunda-feira (3) na Avenida Higienópolis, no Centro de São Paulo,
disse nesta terça-feira (4) que o dinheiro que ele havia sacado iria
para a construção da casa da família, que mora na região da Brasilândia,
na Zona Norte.
Paiva levou dois tiros, um deles na cabeça, após reagir a um assalto
depois de sair de uma agência bancária, onde sacou R$ 3 mil. "Estávamos
construindo nossa casa. O dinheiro iria para isso. A gente não tinha
dinheiro para fazer de uma vez, era de parede em parede", falou a mulher
da vítima, que se identificou apenas como Márcia.

Família de funcionário do Sion chega ao IML para
liberar corpo (Foto: Julia Basso/G1)
liberar corpo (Foto: Julia Basso/G1)
Ela esteve no Instituto Médico-Legal (IML) nesta manhã, acompanhada dos
irmãos de Eduardo e um dos filhos do casal. Muito emocionada, chorou
enquanto falava sobre o marido. "Como pai, como marido, ele era uma
pessoa que não tinha defeito. Nunca foi de brigar. Não sabia abrir a
boca para ofender alguém", disse. O casal estava junto havia 16 anos.
Muito abalado e com lágrimas nos olhos, Alberto Paiva falou que o irmão
“era um menino bom”. "Se eu pudesse, faria (justiça) com as próprias
mãos", completou. Outro irmão, Leriomar Sousa Paiva, diz que Eduardo
“nunca se envolveu com nada errado”. "Ele era um irmão excepcional,
prestativo, amigável. Um vazio fica na gente, tem que ter força",
lamentou.
Após a liberação do corpo, que estava prevista para o meio-dia, a
vítima será velada no Atendimento Especial ao Esquife (Aespe), em
Guarulhos, na Grande São Paulo, às 16h, segundo Airton Lima,
proprietário da empresa. Ele ainda disse que o corpo será embalsamado e
levado para Ilhéus e depois para a cidade natal da vítima, na Bahia, na
manhã de quarta-feira (5), onde parte da família de Eduardo vive e será
realizado o enterro.
O assassinato foi filmado por câmeras de segurança do colégio. A
primeira delas mostra a reação de Paiva após ser rendido. A segunda
câmera mostra a sequência da ação e a fuga dos criminosos.

Veja ao lado imagens cedidas pela polícia (atenção: as imagens são fortes).
O funcionário foi socorrido e levado para a Santa Casa de Misericórdia,
onde morreu. Segundo assessoria de imprensa do Colégio Nossa Senhora de
Sion, Paiva era funcionário da instituição havia oito anos e trabalhava
na área de manutenção da escola.

Em nota, a direção do colégio lamentou o falecimento e disse que está
contribuindo com as investigações da Polícia Militar, cedendo as imagens
do seu sistema de segurança e fornecendo todas as informações
solicitadas.
A vítima tinha acabado de sacar R$ 3 mil em uma agência bancária, na
altura do número 900 da avenida, próximo à Praça Esther Mesquita. Ele
foi seguido por dois desconhecidos em uma moto. Paiva foi abordado
quando já estava próximo ao colégio, segundo a polícia.

O delegado Wilson Roberto Zampieri, que acompanha o caso, considerou ousada a ação dos bandidos, e revelou que esse tipo de crime é raro na região. "Percebe-se [nas imagens] que a vítima reagiu", afirma Zampieri.
A polícia já realizou a perícia no local, e está analisando as imagens das câmeras de segurança cedidas pelo colégio.
O presidente do Conselho de Segurança de Santa Cecília quer mais segurança no bairro. "Nós estamos pedindo muito policiamento velado', disse o presidente do Conseg, Fábio Fortes.
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