Vítima teve 50% do corpo queimado durante assalto em seu consultório.
Corpo do dentista deve ser sepultado na capital, nesta terça-feira (4).
Do G1 São Paulo

Pai de dentista morto espera corpo do filho no
cemitério Gethsemani, no Morumbi
(Foto: Letícia Macedo/G1)
cemitério Gethsemani, no Morumbi
(Foto: Letícia Macedo/G1)
Enquanto aguardava a chegada do corpo do filho ao Cemitério Gethsemani,
no Morumbi, Zona Sul da capital, o pai do dentista queimado durante um
assalto em seu consultório comentou a violência com que foi morto
Alexandre Peçanha Gaddy, de 41 anos. “Impensável alguém fazer isso com
outro ser humano", disse Lance Gaddy, 68 anos, pai de Alexandre. “[Fica]
um grande amor pelo meu filho, um grande vazio da ausência dele."
O dentista de 41 anos morreu às 22h30 de segunda-feira (3). Ele foi
queimado durante um assalto em seu consultório no dia 27 de maio, em São José dos Campos.
Segundo o Hospital Albert Einstein, onde estava hospitalizado,
Alexandre teve mais de 50% do corpo queimado. A maioria das queimaduras
era de terceiro grau.
Por volta das 12h desta terça-feira (4) a família ainda esperava a
saída do corpo de Alexandre do Instituto Médico Legal (IML), na capital.
De acordo com uma das irmãs da vítima, um carro funerário era aguardado
e o sepultamento do dentista, previsto inicialmente para as 16h,
precisou ser adiado para as 17h desta terça.

'É uma dor inconsolável', diz irmã de dentista
queimado (Foto: Letícia Macedo/G1)
queimado (Foto: Letícia Macedo/G1)
“É uma dor inconsolável. É impossível mensurar a dor que a gente está
sentindo”, desabafou a irmã Christiane Gaddy. “Se a Justiça dos homens
falhar, a de Deus vai existir com certeza", afirmou, questionada sobre o
fato de a polícia ainda não ter suspeitos da morte do irmão.
Na noite de 27 de maio, uma dupla encapuzada entrou no consultório do
dentista, localizado em Vila Tatetuba, em São José dos Campos, no
interior de São Paulo,
e anunciou o assalto. O dentista estava sozinho no local. Ele foi
resgatado ainda lúcido e contou para duas testemunhas que os criminosos
não encontraram dinheiro no local e por isso teriam decidido atear fogo
nele. Alexandre foi transferido da Santa Casa de São José dos Campos
para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no dia 31 de maio.

Polícia investiga crime na zona leste de São José
dos Campos. (Foto: Carlos Santos/G1)
dos Campos. (Foto: Carlos Santos/G1)
Investigações
Fragmentos de digitais encontradas no consultório do dentista podem ajudar a polícia a esclarecer o crime. O material foi colhido pela polícia durante o feriado e ainda será enviado para ser analisado.
Fragmentos de digitais encontradas no consultório do dentista podem ajudar a polícia a esclarecer o crime. O material foi colhido pela polícia durante o feriado e ainda será enviado para ser analisado.
De acordo com o delegado Osmar Henrique de Oliveira, responsável pelas
investigações, as digitais colhidas estavam em um aparelho que teria
sido supostamente separado para o roubo pelos criminosos. “Descobrimos
esses fragmentos, mas ainda vamos avaliar para saber de quem é. Pode ser
do dentista, da secretária dele ou de uma terceira pessoa”, explicou ao
G1.
Os materiais devem ser enviados em caráter de urgência ao Instituto de
Identificação Ricardo Glumberton Daunt (IIRGD) para que sejam feitas as
análises e comparações com as digitais do dentista e da secretária dele.
A polícia colheu depoimentos e deve continuar ouvindo pessoas ligadas ao dentista para saber a rotina dele. Até agora, foram ouvidos dois policiais militares que atenderam a ocorrência, duas pessoas que ajudaram a socorrer a vítima, a atual e a ex-esposa dele e a secretária do consultório.
A polícia colheu depoimentos e deve continuar ouvindo pessoas ligadas ao dentista para saber a rotina dele. Até agora, foram ouvidos dois policiais militares que atenderam a ocorrência, duas pessoas que ajudaram a socorrer a vítima, a atual e a ex-esposa dele e a secretária do consultório.
A polícia também pede mais imagens de circuitos de segurança de locais
próximos ao consultório da vítima, já que as câmeras do Centro de
Operações Integradas (COI) e a imagem de um estabelecimento vizinho
pouco ajudaram nas investigações.
"O trabalho está concentrado basicamente em três pontos: nas lesões sofridas pelo dentista, pelos objetos não levados pelos criminosos e pela cena do crime, o consultório da vítima. Mantenho a investigação em roubo, mas de repente pode mudar", disse o delegado.
"O trabalho está concentrado basicamente em três pontos: nas lesões sofridas pelo dentista, pelos objetos não levados pelos criminosos e pela cena do crime, o consultório da vítima. Mantenho a investigação em roubo, mas de repente pode mudar", disse o delegado.
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