Investigador teria chegado bêbado em casa na madrugada e feito os três irmãos e o pai passarem por momentos de tensão

Família do policial teria sido mantida refém em casa
Um investigador da Polícia Civil foi detido no fim da madrugada de ontem, suspeito de ter mantido a própria família refém por, pelo menos, duas horas, no bairro Madre Gertrudes, na região Oeste de Belo Horizonte. O policial Lúcio Costa Teles da Silva, de 41 anos, que faz uso de remédios controlados e teria consumido bebida alcoólica na madrugada, fez três irmãos e o pai passarem por momentos de tensão. Equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE) estiveram no local para negociar com Teles, mas ele só aceitou se render com a chegada de sua equipe de trabalho na residência. O policial, atualmente, integra o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri).
De acordo com o delegado Islande Batista, chefe do Depatri, a família do policial relatou que ele chegou em casa embriagado por volta das 3h. Enquanto tomava banho, houve queda de energia na residência e isso teria deixado-o transtornado. "Ele começou a brigar com um dos irmãos por achar que ele tivesse desarmado o quadro de energia. A família, sabendo que ele tinha uma arma em casa, ficou temerosa e resolveu chamar a Polícia Militar". Conforme informações do 5º batalhão da PM, um dos irmãos do policial se aproveitou de um momento de descuido dele e pulou o muro da residência para conseguir pedir ajuda. A Polícia Civil não confirmou a informação.
Segundo o delegado, pela manhã, ele ainda permanecia muito alterado. "Nossa intenção era colher o depoimento dele de imediato, mas ele ainda estava muito transtornado, sem condições de falar".
Ainda conforme Islande Batista, os familiares não relataram ameaças por parte do policial, mas foi aberto inquérito para apurar se houve cárcere privado, que também será remetido à corregedoria da corporação.
Policial afastadoO delegado Islande Batista informou, também, que o policial, apesar de tomar remédios controlados, tem autorização médica para exercer suas funções. Ele passou por exames psiquiátricos e deve ficar afastado provisoriamente.