Eleição 2014

Eleição 2014

07/03/2011

SALÁRIO DE PARLAMENTARES GERA PROTESTOS

Uma faixa afixada entre dus arvores na rua Arthur Bernardes, no Centro de Governandor Valadares, Região leste de Minas Gerais, estampa a indignação de um anônimo valadarense com os salários dos deputados federais e senadores, de R$26.723,13. A faixa esta em frente a um ponto de ônibus, o mais movimentado da cidade e nem mesmo quem trabalha nas imediações sabe quem a colocou la. Apesar disso, a maioria dos usuários do transporte coletivo entrevistados no local apoia a manifestação de revolta.
O salário deles (deputados), eles mesmos aumentam quando e quanto querem. O salário minimo do trabalhador é essa burocracia que todos viram acontecer m~es passado. Para subir pouco, de R$510,00 para R$540,00, foi um sacrifício, reclama o dono de uma banca de jornais e revistas em frente ao ponto, Eder Aredes, de 54 anos. O jornaleiro revela que deixou de votar com seriedade desde que teve a poupança confiscada na gestão do ex-presidente da Republica Fernando Collor de melo e que a cada dia esta mais certo de sua decisão.

Palavra da Elizete: É, agora todos reclamam, xingam, protestam e tudo mais, mas se esquecem que isso só acontecem porque esses mesmos deputados dos quais eles falam, foram reeleitos pelo voto popular, pois quem votou esse aumento dos parlamentares de quase 27 mil não foram os novos deputados eleitos pela primeira vez, foram os antigos aqueles de carteira assinada, alguns até ficha suja que foram liberados pelos TREs dos estados e que foram muito bem votados por seus eleitores. Todas as falcatruas que acontece nos meios políticos a culpa é dos eleitores, pois não tem nenhum político nomeado. Agora aparecem muitos desses eleitores que reclamam e dizem que votou desse jeito e daquele jeito, fazem faixas e protestam, agora ninguém votou nesses maus políticos. Paulo Salim Maluf, Paulo Cunha, Fernando Collor de Melo e outros espertalhões da políticas estão de volta e com muitos votos em suas bagagens. As coisas só vão parar de acontecer na política, quando o eleitor pararem de vender os seus votos, de o trocarem por um emprego de tres meses na campanha, quando pararem de votar em candidatos só porque são jogadores famosos, artistas ou porque ja tiveram nos BBBs da vida. A elição do tiririca por exemplo, um deputado que sequer sabe o que esta fazendo no Congresso, sequer sabe assinar o seu nome, é um parlamentar facil de ser manipulado pelos tubarões da politica e fácil de ser um futuro ficha suja. Vamos colocar a mão na consciência e aprender a votar para depois não ficar pelos cantos choraminguando. 

Termina prazo para normalizar sistema de entrega do IR

As transmissões foram suspensas para a manutenção do sistema, segundo a Receita Federal

Acabou o prazo dado pela Receita Federal para que o sistema de recepção das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2011 volte a funcionar. No sábado (5), as transmissões foram suspensas para a manutenção do sistema segundo a Receita Federal. Normalmente, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) suspende a recepção das declarações entre 1h e 5h.

De sábado (5), às 15h, até às 11h deste domingo (6), os contribuintes só puderam preencher e gravar a declaração. Como as transmissões estavam suspensas, a alternativa foi guardar as informações no computador e fazer o envio posteriormente. São dois os programas necessários para o contribuinte cumprir com suas obrigações fiscais: o programa gerador da declaração e um outro responsável pela transmissão, sendo que os dois ficam disponíveis a qualquer horário no site da Receita.

06/03/2011

Mãe e duas filhas são mortas no Barreiro

Os corpos foram encontrados depois
de denúncia anônima
Causa.Envolvimento com tráfico de drogas pode ter motivado o crime

Mãe e duas filhas foram assassinadas a tiros e pancadas, na manhã de ontem, na linha férrea que corta os bairros Vila Pinho, Solar e Independência, na região do Barreiro.

Polícia não descarta vingança

Luto. Familiares e amigos de Faleiro
Filho se emocionaram no enterro, que
contou com a participação de cerca
de 200 pessoas
Investigação.Delegado Edson Moreira estranha que assassinos não tenham levado dinheiro de Faleiro Filho

Enterro, que reuniu 200 pessoas, foi marcado pela emoção da família

O chefe da Divisão de Homicídios, Edson Moreira, disse ontem que a polícia trabalha com duas hipóteses para o assassinato do empresário Antônio Faleiro Filho, 63. Ele foi morto anteontem por uma dupla de motoqueiros enquanto transportava para uma das filiais de sua empresa - a Organização e Buffet Faleiro Ltda -, no bairro Califórnia, região Noroeste da capital, cerca de R$ 63 mil. O dinheiro não foi levado pelos criminosos.


02/03/2011

Inquérito sobre mortes no Aglomerado da Serra reabre rixa entre policiais civis e militares

Morte de dois moradores por integrantes do
Batalhão Rotam e ocupação por militares do
maior complexo de vilas da capital deram
início aos conflitos

Dois episódios recentes de suspeita de envolvimento de militares em crimes de homicídio reacendem a rixa histórica entre as polícias Civil e Militar de Minas Gerais. As duas corporações divergem sobre a competência de investigação na morte de um desconhecido, preso por PMs em um motel do Centro da capital, e que morreu horas depois num hospital psiquiátrico, com diversos ferimentos, e têm conclusões distintas quanto às mortes de dois moradores do Aglomerado da Serra. Nos dois casos, foram abertos inquéritos pelas duas corporações, e as investigações apontam para resultados divergentes.

No caso do inquérito que apura a morte de um desconhecido no Hospital Psiquiátrico Galba Veloso, na madrugada do dia 19, o comandante do 1º Batalhão da PM, tenente-coronel Márcio Cassavari, adiantou que não vai permitir que sete policiais da 6ª Companhia do Centro prestem depoimento à Polícia Civil. “Já ouvi todos os policiais no IPM e, na minha opinião, trata-se de crime militar. A competência, a princípio, é da Polícia Militar apurar os fatos. Vou resolver isso pessoalmente com o doutor Wagner”, disse o tenente-coronel, referindo-se ao chefe da Divisão de Crimes contra a Vida, delegado Wagner Pinto de Souza.

De acordo com Wagner Pinto, seu colega Fausto Eustáquio Ferraz também já instaurou inquérito e oito testemunhas já foram ouvidas, entre elas funcionários do motel, localizado na Avenida Paraná, e também do hospital. “Estamos tentando primeiro entender a dinâmica do fato, ouvindo testemunhas. Somente depois, vamos interrogar os PMs”, disse o delegado. A oitiva é essencial para compreender a dinâmica e desvendar as divergências entre as versões dos PMs e das testemunhas. No caso da PM não permitir o depoimento dos policiais, a Civil pode acionar a Justiça para que eles compareçam.

Em relação ao caso do Aglomerado da Serra, as polícias têm entendimento diferente quanto à participação do soldado Adelmo Felipe de Paula Zuccheratte na morte de Jeferson Coelho da Silva, de 17 anos, e de seu tio Renilson Veriano da Silva, de 39. O delegado Fernando Miranda, titular do inquérito, afirma que não há elementos suficientes para o pedido de prisão do militar, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar entende o contrário e, por isso, pediu à Justiça Militar a prisão preventiva do soldado. No dia das mortes, ele era o motorista da guarnição e alega que só soube dos assassinatos por meio do rádio comunicador da viatura, uma vez que, segundo ele, estava distante do aglomerado, na esquina da Avenida do Contorno com Rua do Ouro, na entrada do bairro.

Preventiva

Na quinta-feira, os três soldados devem ser convocados para prestar depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, mas o comandante do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) não foi encontrado para falar se a orientação será a mesma dada pelo comando do 1º Batalhão. Ontem, foram cumpridos os mandados de prisão dos soldados Jason Paschoalino e Jonas David Rosa, mas ele permanecem em unidades militares, uma vez que a Justiça Militar já havia decretado prisão preventiva dos dois.

Contrariado com os dois inquéritos paralelos, o advogado Ricardo Gil Guimarães, defensor dos soldados Jason Paschoalino e Jonas David Rosa, discorda da investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e alega que seria competência só da PM apurar o que se passou na Rua Bandaneon, no Aglomerado da Serra, na madrugada de 19 de fevereiro.

Com resultados favoráveis na investigação da Polícia Civil, o advogado de Zuccheratte, Domingos Sávio de Mendonça, considera positivo dois inquéritos correrem paralelamente. “É bom para se apresentar coerências e divergências”, diz. Ele pediu à corregedoria que, ante às evidências fosse pedido o relaxamento da prisão do soldado, mas a PM se negou a fazer o pedido. Com isso, depois de analisar as 259 folhas do inquérito, ele deve entrar nesta quarta-feira com pedido de relaxamento de prisão do cliente, na tentativa de conseguir a liberdade do militar, que é mantido detido no 5º Batalhão

Inquéritos

Diferente da posição do comandante do 1º Batalhão, o chefe do setor de Comunicação da Polícia Militar, tenente-coronel Alberto Luiz Alves, ameniza a situação e explica que, nos dois casos, são abertos inquéritos paralelos por ser atribuição tanto da Justiça Militar quanto do Tribunal do Júri apurar as ocorrências. “Como nos dois casos houve mortos e eles estavam em serviço, é atribuição dos dois. Não há incompatibilidade”, afirma.

Quanto à afirmação da Polícia Civil de não ter elementos para pedir a prisão do soldado Adelmo Zuccheratte, ele diz que o inquérito é sigiloso e não pode revelar o que levou a Corregedoria a pedir a prisão do militar. “É um conjunto probatório robusto que aponta a autoria para os quatro. Mas, lá na frente, pode chegar à constatação de que um deles não teve participação”, afirma, considerando que, caso o defensor de Zuccheratte discorde das alegações do autor do inquérito policial militar, deve apresentar elementos para o juiz.

ATO PÚBLICO NO HALL DAS BANDEIRAS DA ALMG

Participaram do ato público no hall das bandeiras da Assembléia Legislativa, Cabo Coelho presidente do CSCS, 2º Ten Gonzaga assessor da Aspra, Sub Ten Nonato presidente da Aspra, Cel Piccinini presidente do COPM, vereador Cabo Julio e o deputado estadual Sgt Rodrigues.

A palavra inicial foi do deputado Sgt Rodrigues que defendeu não só a permanencia da Rotam, mas os militares que a compõe, criticou as palavras ditas pelo Secretário de Defesa Social chando os militas da Rotam de "bandidos fardados", teceu criticas também ao deputado Durval Angelo, logo após Cabo Coelho criticou as palavras ditas pelo Secretario Lafayette Andrada e anunciou para os presentes que estaria entrando na justiça com uma ação contra o Lafayette. Os presentes gritavam o nome do Cabo Julio, querendo que o vereador também falassem, tendo o mesmo sido aplaudido após sua fala. Em seguida foi a ves do Ten Gonzaga e fechando o ato público novamente o deputado Sgt Rodrigues que prometeu uma Assembléia com a convocação de todos os militares.

DISCURSO DO CABO JÚLIO (01/03)

Policiais vão ganhar bônus de até R$ 3 mil por redução de mortes no Rio

Gratificação começa a valer no primeiro semestre de 2011.

Índices de roubo de carro e de rua também serão avaliados.
 
Do G1 RJ


imprimir Os policiais militares e civis do Rio de Janeiro que conseguirem reduzir o índice de crimes na região onde atuam poderão ganhar uma gratificação de até R$ 3 mil pelo trabalho realizado em seis meses. As informações foram confirmadas pela Secretaria estadual de Segurança. A premiação começa a valer no primeiro semestre de 2011.

Em nota oficial, a Secretaria explica que os policiais terão que atuar na redução dos crimes avaliados pelas autoridades como “letalidade violenta”, onde se inclui os delitos de homicídio doloso (quando há intenção de matar), latrocínio (roubo seguido de morte), auto de resistência (mortes em confrontos) e lesão corporal seguida de morte.

Além de acompanhar estes dados, os índices de roubo de carro e de rua também serão avaliados.

Policiais que cumprirem metas ganham R$ 1 mil

Os batalhões e delegacias que assumirem as segundas e terceiras posições no ranking de metas vão ganhar um extra de R$ 2 mil e de R$ 1.5 mil, respectivamente. Os policiais que apenas alcançarem os objetivos traçados pela Secretaria de Segurança terminam o semestre com um bônus de R$ 1 mil.

O valor do bônus é o dobro do que é pago atualmente. Segundo o Governo do Estado, os números absolutos do primeiro semestre de 2011 serão confrontados com os dados do mesmo período em 2010.

Regiões terão metas diferenciadas

Outra mudança no sistema de indicadores é a adoção de metas de acordo com a região. Apesar das diferentes metas, haverá uma média de todos os percentuais que vai determinar a meta geral para o estado.

Para o primeiro semestre de 2011, o Governo do Estado vai fixar em 6,67% o índice de redução dos crimes classificados como letalidade violenta (antes a meta para homicídio doloso era uma redução de 6,37%). Os delitos de roubo de veículos terão que diminuir 5,13% (antes a meta era 4,36%), enquanto os de roubo de rua precisam alcançar a redução de 4,64% (antes era 4,22%).

01/03/2011

Secretário reconhece que causou mal-estar entre militares

O secretário de Estado da Defesa Social, Lafayette Andrada, teria sugerido que policiais militares da Rotam são “bandidos de farda”

Carlos Cales* - Repórter

Jonas Rosa, Jason Paschoalino e Adelmo
Zuccheratte teriam participação em duplo
homicídio

A possibilidade de tumulto e confusão na manifestação de policiais militares, prevista para as 14 horas desta terça-feira (1º) na Assembleia Legislativa, obrigou o secretário de Estado da Defesa Social, Lafayette Andrada, a reconhecer que sua declaração sobre os policiais militares da Rotam, chamados por ele de “bandidos de farda”, provocou mal-estar na corporação.

No último dia 19, uma operação da Rotam no Aglomerado da Serra resultou na morte do auxiliar de enfermagem Renilson Veriano da Silva e do sobrinho dele, o estudante Jefferson Coelho da Silva.

Na segunda-feira, Andrada convocou representantes da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra) e do Centro Social Cabos e Soldados PM e Bombeiros para uma reunião sigilosa.

De acordo com o coordenador de Direitos Humanos da Aspra, subtenente Luiz Gonzaga Ribeiro, o secretário não chegou a se desculpar formalmente, mas teria reconhecido que suas declarações criaram mal-estar na tropa.

O encontro teria sido uma forma de acalmar os ânimos dos militares durante a manifestação desta terça-feira, em protesto sobre a declaração de Andrada. A manifestação também pretende cobrar que a Rotam tenha seu reconhecimento dentro da PM e que os militares acusados tenham um julgamento justo.

O advogado Ricardo Gil de Oliveira Guimarães informou que vai pedir, ainda nesta terça-feira, a revogação da prisão preventiva dos militares Jason Ferreira Paschoalino, Adelmo Felipe de Paula Zuccheratte e Jonas David Rosa.

Os três policiais, suspeitos de envolvimento nas mortes no aglomerado, compareceram na segunda-feira à Corregedoria da Policia Militar, onde deveriam prestar depoimento sobre o caso. No entanto, preferiram permanecer em silêncio. Apenas o soldado Zuccheratte foi liberado pela defesa a contar sua versão.

A estratégia do advogado Ricardo Guimarães é que os acusados falem somente em juízo. Para ele, o caso deveria ser julgado pelo Tribunal do Júri e não pela Justiça Militar.

Além disso, o advogado pretende pedir o desmembramento do caso, por entender que o policial Adelmo Felipe de Paula Zuccheratte, que seria o motorista da viatura, não teria participado do episódio.

Sobre o pedido de revogação da prisão preventiva, afirmou que vai até a última instância. “Inicialmente, vamos recorrer junto à auditoria da PM. Se o pedido for negado, vamos protocolar um pedido de habeas corpus no Tribunal de Júri, e, se for o caso, recorrer ao Superior Tribunal de Justiça”, completou.

Nesta terça-feira, a partir das 10 horas, membros da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa vão realizar uma visita ao Aglomerado da Serra. O objetivo é avaliar a situação do região. Durante a visita, os parlamentares irão conversar com os moradores e parentes das vítimas.

Tribunal decreta a prisão de PMs

Soldado Jonas Dadid Rosa (C) preferiu ficar calado na corregedoria
O 1º Tribunal do Juri da capital acatou, ontem à noite, pedido de prisão temporária dos soldados Jason Paschoalino e Jonas David Rosa, do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), feito pelo delegado Fernando Miranda, que investiga as mortes de Jeferson Coelho da Silva, de 17, e seu tio Renilson Veriano da Silva, de 39, no Aglomerado da Serra. Como há dois processos, um na Polícia Civil e outro na PM e a Justiça Militar já havia decretado a prisão preventiva dos dois, além da do soldado Adelmo Felipe de Paula Zuccheratte, hoje as duas corporações devem decidir se os militares ficarão detidos em batalhões ou em prisídio comum.

Por falta de indícios quanto à participação do soldado Zuccheratte nas mortes, o delegado não pediu sua prisão. “Não temos elementos suficientes para isso. Ele era o motorista da guarnição e o inquérito aponta que só soube das mortes depois e só tinha deixado os outros PMs no local”, afirma Miranda. Na quinta-feira, os três devem ser ouvidos pela Polícia Civil.

A defesa dos militares espera que a Corregedoria da Polícia Militar peça hoje a revogação da prisão do soldado Adelmo Paula Zuccheratte, único dos acusados a quebrar o silêncio. Depois de três horas de depoimento ontem, ele negou envolvimento nas mortes. “Encontrava-me com a guarnição, mas não no momento do crime. Estava na Avenida do Contorno, na esquina com a Rua do Ouro. A única coisa que escutei foi a troca de tiros pelo rádio da viatura”, afirmou o PM, que trabalhava como motorista.

Ao contrário de Zuccheratte, Jason Ferreira Paschoalino e Jonas David Rosa, por orientação dos defensores, mantiveram segredo sobre os fatos da madrugada do dia 19. Segundo o advogado Ricardo Gil de Oliveira Guimarães, os PMs aguardam a hora certa de falar. “Há necessidade de cautela. Precisamos ter acesso aos inquéritos, mas eles falarão antes do juízo”, disse. A estratégia foi diferente da adotada na defesa de Zuccheratte, que, segundo os advogados, respondeu a todas as perguntas do corregedor Herbert Fernandes e de três promotores de Justiça. Caso a corregedoria não peça a revogação da prisão de Zuccheratte ainda hoje, a defesa entrará com recurso na Justiça Militar.

Segundo defensores, Adelmo não teve participação nas mortes. Eles alegaram que o militar atuou como motorista no dia das mortes no aglomerado. “Não há nenhuma possibilidade de ele ter participado de esquema de extorsão. Era a segunda vez que trabalhava com a guarnição. O Zuccheratte atuava no setor de informática do Batalhão de Choque e estava na função de motorista apenas como folguista. Ele não pode ser tratado como bandido. Ele estava em outro local, isso dá para provar ao rastrear o GPS da viatura”, disse o advogado Domingos Sávio de Mendonça, que entrou ontem no caso. Três promotores acompanharam o depoimento e disseramnão haver pedido da revogação da prisão.

Apesar de o nome de Adelmo não constar da ocorrência, ele não desconhece o que se passou no aglomerado. Em entrevista ao Estado de Minas, horas depois das mortes, ele afirmou em relação às vítimas: “Morreram não, foram para o inferno.” A frase foi relatada no mesmo dia ao chefe do Comando Especializado da Capital (CPE), coronel Antônio Carvalho, que tratou a afirmação como mera exaltação de policial.

Os três militares estiveram ontem na Corregedoria da Policia Militar, no Centro da capital. Eles chegaram em horários diferentes, com até quatro horas de atraso. Jason foi o primeiro a chegar e preferiu o silêncio, alegando que só falaria em juízo. Por volta das 11h, Jonas compareceu ao órgão e usou da mesma estratégia. “Os dois têm de ser ouvidos no Tribunal do Júri. Diante da declaração do secretário de estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, que os chamou de marginal sem ter provas, os seus subordinados vão atuar com imparcialidade, ou seja, a corregedoria não é parcial para o trabalho”, disse o advogado Ricardo Guimarães.

SUICÍDIO Foi a segunda vez que Adelmo, Jason e Jonas foram à Corregedoria da PM. Na sexta-feira, eles iriam depor, mas ficaram abalados ao saber da morte do cabo Fábio de Oliveira. Preso como suspeito de envolvimento nas mortes do aglomerado, o cabo apareceu morto na manhã de sexta-feira. A versão policial dá conta de que ele teria se enforcado com o cadarço do calção que usava, pendurado no registro do chuveiro na cela. Ainda que o caso esteja sendo apurado, para o advogado dos militares, Ricardo Gil, não há dúvidas de que houve suicídio. “Não fui o último a vê-lo na prisão antes do ocorrido, mas vi o corpo dele na cela e ele se matou, sim”, alega. Depois disso, segundo Ricardo, as celas onde estão presos os três soldados foram vistoriadas e eles passam por acompanhamento psicológico. A hipótese de Fábio ter sido morto não foi descartada pela investigação.