Eleição 2014

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20/08/2013

DESABAFO DE UMA PESSOA QUANTO AÇÃO DESNECESSÁRIA DE ALGUNS POLICIAIS MILITARES DO POLICIAMENTO "VELADO" DE J.D.R CONTRA UM OFICIAL BM E SUA NAMORADA SD PM

origem http://www.blogcabofernando.com/

Venho manifestar minha indignação quanto ao trabalho realizado pela PM de São João Del Rei neste fim de semana. Estava a (Sd da PMMG) e seu namorado (oficial do CBMG) ambos de BH a passeio no show do João Bosco e Vinicius, na exposição de São João Del Rei, quando foram abordados violentamente. Sem sequer pedirem identificações, 03 (três) PMs velados chegaram por trás e jogaram o oficial BM no chão algemando-o agressivamente, resultando em lesões e edemas na região dos pulsos. Ressalto que o BM ficou impossibilitado de se identificar devido ação despreparada e inconsequente dos PMs velados, por estar contido no chão e com vários PMs fardados  ao redor que haviam chegado ao local logo após o fato.
 Mesmo sua namorada tendo se identificado que era PM e seu namorado BM foi em vão, encaminhando-os para o posto policial. Somente no posto policial souberam o porquê de estarem ali, segundo a PM, havia denúncia de uma pessoa armada.
 
 Assim foi lavrado um APF que alegava Porte ilegal de arma e resistência, situação que não condizia com a realidade, pois o BM possui craf e o devido porte de arma. Também conforme relatado a ação da PM ao agarrar o BM por trás repentinamente e jogando-o no chão, não dando chance de se identificar, causou o chamado “ação e reação”, pois ele assustado se defendeu pensando se passar de bandidos querendo lhe roubar a arma.
 Tal despreparo da PM gerou a mim grande indignação e constrangimento, acredito que o mesmo aconteceu com eles, pois diante dos conhecidos que estavam no local, e principalmente ao BM por ter sofrido grande humilhação de ser detido como um bandido.
             Na minha observação houve despreparo total na abordagem, como uma PM detentora de conhecimentos técnicos, na realização de uma abordagem segura para si e para terceiros age dessa maneira?
Fica a minha indignação e preocupação com a forma que a referida PM de SJDR agiu. Ressalto também, que devido à necessidade de identificação, na entrada do parque de exposição havia seguranças que estavam ciente de militares á paisana armados.
A abordagem despreparada gerou riscos devido ao fato de ter sido no meio da multidão. Imagino se realmente fosse um bandido e sua namorada também estivesse armada, ou se houvessem outros meliantes armados, nessa hora seria mais um(s) PM(s) executado(s) por falta de preparo na abordagem, também gerou riscos a milhares de pessoas que estavam ao redor! E se de fato a namorada estivesse armada e achasse que os PMs velados eram bandidos querendo lhe roubar?...Fico imaginando as inúmeras intercorrências que poderiam resultar daquela abordagem atrapalhada.
             Enfim, a mim só cabe contar o fato e demonstrar a minha indignação e preocupação de como as coisas caminharam. Este é só um desabafo testemunhal sobre um acontecimento que julguei o uso da força DESNECESSÁRIA, IRRACIONAL e INCONSEQUENTE, onde demonstra uma PM despreparada para agir no meio da multidão ou fora dela.
            Penso também se agiram assim com um oficial militar, deus sabe se fosse apenas um civil “pego por engano”...

Atualizado em 20/08/2013 07h06 Médica que cuidava de suspeito de matar pais será ouvida nesta terça

Mais de 30 pessoas já conversaram com investigadores.
Menino sofria de doença genética que pode levar à morte precoce.

Do G1 São Paulo

Uma médica que cuidava de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, deve ser ouvida pela Polícia Civil nesta terça-feira (20). Ele é apontado pela polícia como o suspeito de matar os pais, a avó e a tia-avó, na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo.

O adolescente sofria de fibrose cística, doença genética que afeta o funcionamento de secreções do corpo, levando a problemas nos pulmões e no sistema digestivo. A doença, que não tem cura, pode levar a morte precoce.

- Atualizado em 20/08/2013 09h17 Morre aos 56 anos o deputado José Henrique Lisboa Rosa, em BH

Ele lutava contra um câncer desde 2008.
Deputado foi o primeiro vice-presidente da ALMG.

Do G1 MG

Deputado José Henrique Lisboa Rosa, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Foto: Divulgação/ Assessoria de Imprensa da ALMG) 
Deputado José Henrique Lisboa Rosa, na ALMG
(Foto: Divulgação/ Assessoria de Imprensa da ALMG)
Morreu, na madrugada desta terça-feira (20), em Belo Horizonte, o deputado estadual e primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), José Henrique Lisboa Rosa, de 56 anos. Natural de Abre Campo, na Zona da Mata, ele lutava contra um câncer desde 2008 e estava no quinto mandato na ALMG.

José Henrique trabalhou como funcionário público desde 1976, quando era servidor na ALMG. Ele permaneceu no cargo até se tornar deputado, em 1994. Entre as atuações mais importantes, o deputado foi presidente da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce) e das comissões de Assuntos Municipais e de Defesa Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, de 1995 a 1998.
 
Partidário do PMDB, José Henrique deixa mulher e 3 filhos. Segundo a assessoria do deputado, o enterro será realizado às 16h, no Cemitério Parque da Colina, na Região Oeste da capital mineira

Atualizado em 20/08/2013 06h54 Homem é preso suspeito de estuprar enteada em Belo Horizonte

PM disse que crime aconteceu no bairro Caiçara.
Suspeito negou acusações e disse que enteada tem raiva dele.

 Do G1 MG

Um homem foi preso nesta terça-feira (20), suspeito de estuprar a enteada de 12 anos, no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), a mãe da vítima contou que o padrasto, de 39, acariciava as partes íntimas da menina.

Ainda segundo a PM, o suspeito teria pedido para que a garota não contasse nada a ninguém. Ele negou as acusações e se defendeu dizendo que a enteada teria raiva porque ele tem um bom casamento com a mãe dela.

Atualizado em 20/08/2013 10h01 Integrantes do MST fazem manifestação em Belo Horizonte

Eles protestam contra adiamentos do julgamento do Massacre de Felisburgo.
Segundo polícia, cerca de 300 pessoas participam do ato.

 Do G1 MG

Cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) fazem uma manifestação nesta terça-feira (20) em Belo Horizonte. Eles protestam contra os adiamentos do julgamento do crime conhecido como Massacre de Felisburgo.

Uma nova sessão está marcada para esta quarta-feira (21) no Fórum Laffayette, em Belo Horizonte. De acordo com representantes do MST, o julgamento foi adiado duas vezes e, agora, eles esperam que Adriano Chafik Luedy, um dos réus no processo, seja condenado.

Segundo a polícia, às 9h50, os manifestantes ocupavam duas faixas na Avenida Antônio Carlos e seguiam em direção ao fórum. A Polícia Militar, a guarda Municipal e a BHTrans acompanham o protesto. Os manifestantes pretendem passar pela Praça Sete antes de chegar ao fórum.

O Massacre de Felisburgo foi na Região do Vale do Jequitinhonha em 2004. Na ocasião, cinco pessoas foram assassinadas e outras 20 ficaram feridas.

 

15/08/2013

FAMÍLIA ASSASSINADA - Major diz que mãe do garoto foi convidada a roubar caixas

Editorial do blog: Desde o dia desta chacina quando o delegado responsável pela apuração dos fatos começou a dizer que o suspeito dos assassinatos era o menino Marcelinho, eu fiquei de orelha em pé e não acreditei como não acredito que foi a criança. Para um adulto já seria difícil acreditar, agora imputar toda a trama que é quase um crime perfeito a uma criança de 13 anos, acho que ai foi o pecado que os possíveis autores cometeram. Se nós começarmos do início, com a primeira morte segundo a PC do pai da criança (SGT PM) que foi morto 10 horas antes das demais vítimas, veremos que não encaixa bem. Se as demais vítimas foram mortas por volta das 00h:00min / 01h:00m, o pai então foi morto as 13h:00min  do dia anterior, a criança ficou todo esse tempo com o pai morto supostamente por ele até a madrugada quando matou os demais? A mente desse menino seria tão perversa ao ponto de não sentir nenhum remoço durante esse tempo, de na dar nenhuma mancada, de ainda ter a capacidade de pegar o carro dos pais, dirigir até a escola e dormir dentro do mesmo até chegar a hora de entra, frequentar as aulas normalmente como se nada estivesse acontecido, como se ele não estivesse matado 4 pessoas que ele mais amava em sua vida, é impossível acreditar que todo esse mecanismo maquiavélico tenha sido cometido por uma criança de apenas 13 anos, mas é fácil culpa-la já que não pode se defender pois também foi morta. São vários pontos obscuros, o próprio carro levado durante a madrugada para a escola e que estão dizendo que foi o meno que estava dirigindo, nós vimos o carro pela rua, vimos ele parado próximo a escola, a câmera filmou isso mas não filmou o garoto saindo do mesmo, apenas o garoto andando próximo  se aparece o carro parado deveria aparecer o garoto saindo. Será que essa criança ao ir para a escola estava em sua casa? Será que ela não saiu da casa de algum parente ou algum amigo? Será que ela sabia que os seus país já estavam mortos? Eu não acredito nessa hipótese  ela não teria um sangue tão frio em dormir dentro do carro e frequentar a aula normalmente.

De cara foi muito estranho a PM paulista quando tomou conhecimentos dos fatos, imediatamente foi a residencia e em vez de preservar o local até a chegada da perícia, adentrou e remexeu tudo, modificando e atrapalhando os trabalhos periciais, porque será que isso aconteceu? Porque o comandante da cabo morta deu uma declaração que a falecida havia feito uma denuncia de roubo a caixas eletrônicos contra militares de seu batalhão e logo depois de haver se reunido com o CG, desmentiu tudo que disse? Porque até agora não foi esclarecido pela PC o fato das duas pessoas sendo uma fardada e outra a paisana, que foi vista por uma testemunha pulando o muro da casa no dia do crime por volta das 13h:00min e ao serem indagadas pela mesma testemunha, disseram que no interior da casa todos estavam mortos? E o militar amigo da cabo morta, que esteve na casa por volta das 14:00 hs e viu a casa totalmente fechada, foi embora e retornou a noite quando percebeu que a porta estava aberta e a luz acesa. Prestem bem a atenção na parte grifada, as 14:00 hs quando esse militar viu que a casa estava fechada e as luzes apagadas, o garoto estava morto, portanto que abriu a porta e acendeu as luzes? A prova de que o garoto estava morto é justamente as duas pessoas que foram vistas pela testemunha pulando o muro (segundo a mesma por volta das 13:00 hs) e disseram que todos estavam mortos. 
Achem essas duas pessoas vistas pela testemunha pulando o muro e muitas coisas serão esclarecidas. 

Corregedoria informa que vai investigar policiais que teriam feito o convite a cabo

Jornal o Tempo
quem são os policiais militares que teriam chamado a cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, 36, mSão Paulo. A Polícia Militar informou que vai investigar orta com a família na semana passada, para participar do roubo de caixas eletrônicos.
Anteontem, o deputado Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, denunciou o caso à Corregedoria da corporação. Gomes disse que a policial chegou a denunciar os colegas na época ao seu superior, o capitão Fábio Paganoto. Porém, conforme o deputado, o capitão tentou apurar o fato e acabou sendo transferido para outro batalhão.
Em nota, a PM informou ontem que a transferência de Paganoto não tem “qualquer relação com a suposta denúncia”.
A cabo Andreia foi assassinada no último dia 5. A investigação da Polícia Civil aponta que o principal suspeito do crime é seu filho, o estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13. Conforme os investigadores, o jovem se matou após assassinar a tiros quatro familiares, a mãe, o pai (que também era policial militar), a avó e uma tia-avó.
Na quarta-feira da semana passada, o tenente-coronel Wagner Dimas, então comandante do 18º Batalhão, disse em entrevista à rádio Bandeirantes que a policial havia delatado colegas envolvidos em roubo a caixas eletrônicos e que não acreditava que o menino fosse o responsável pelas mortes. No dia seguinte, ele foi chamado para depor na Corregedoria da PM e desmentiu os fatos. Na ocasião, o policial disse que não foi claro ao se expressar ao repórter que o entrevistava.
Dimas foi afastado anteontem do comando do 18º Batalhão. A reportagem apurou que ele foi deslocado para fazer trabalhos administrativos no batalhão responsável por planejar ações de policiamento comunitário.
Ontem, também por meio de nota, a PM informou que o coronel Dimas está em tratamento de saúde.
Cena do crime. A casa onde a família foi morta não teve a cena de crime totalmente preservada. A informação consta de nota divulgada ontem pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
“O departamento apenas confirmou afirmação da imprensa de que o local ‘não estava totalmente idôneo’. Isso não quer dizer que houve violação proposital da cena do crime”.

12/08/2013

Legista do caso PC Farias contesta PM de SP e diz que filho de sargento da Rota foi assassinado


O médico legista e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) George Sanguinetti, conhecido por refazer o laudo das mortes do casal PC Farias e Suzana Marcolino e apontar que eles foram assassinados em 1996, afirma que o filho do casal de policiais militares paulistas Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, também foi assassinado junto com os pais Aliny Gama/UOL.















  • QUEM É O PERITO

    O alagoano George Sanguinetti é médico legista desde 1971. Também é professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) nos cursos de medicina e direito, nas disciplinas de medicina legal. É coronel médico da PM de Alagoas. Sanguinetti ficou conhecido por refazer o laudo das mortes do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Melo, PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, ocorridas em 23 de junho de 1996, assinado pelo legista Badan Palhares. O legista também trabalhou nos laudos das mortes da procuradora de Justiça de São Paulo Denise Piovani, em 1996. Foi contratado pelas defesas do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, ambos, condenados pela morte da menina Isabela Nardoni, do goleiro Bruno, apontado na morte da amante dele Elisa Samundio, além de ter atuado no caso do turista inglês Neil Juwwahers, preso por estar alcoolizado e encontrado morto em uma cela da Delegacia de Proteção ao turista de Fortaleza, em 2008, dentre outros casos que tramitam sob sigilo de Justiça em tribunais brasileiros e internacionais. Ele escreveu o livro A morte de PC e Suzana: o dossiê Sanguinetti.
Marcelo é até o momento o principal suspeito de ter matado o pai, o sargento da Rota (tropa de elite da PM) Luís Marcelo Pesseghini, 40, a mãe, a cabo Andréia Pesseghini, 36, a avó e uma tia avó. Para a polícia, o adolescente cometeu os quatro assassinatos entre a madrugada do último domingo (4) e a de segunda (5), com a arma da mãe, uma pistola .40, e se matou no começo da tarde de segunda, ao voltar do colégio. 
Ao analisar as fotos da sala em que Marcelo e os pais foram encontrados mortos, Sanguinetti foi categórico ao afirmar que a posição do corpo do adolescente não é compatível com a de um suicídio, e sim, com a de um assassinato.
"Há muita clareza nas posições dos corpos, que mostram que os três foram assassinados. Ao fazer os cálculos de corpos com estatura semelhantes à da mãe e do filho, podemos observar que todos foram mortos por outra pessoa", disse Sanguinetti, explicando em um cenário montado com um colchão no chão e um boneco na posição semelhante à qual Marcelo foi encontrado morto.
"A posição em que o corpo do menino caiu, com a mão direita em cima do lado esquerdo da cabeça e o braço esquerdo dobrado para trás, com a palma mão esquerda aberta para cima, não é compatível com a posição de um suicida, e sim, com a de uma pessoa que foi assassinada. A arma do crime também não está no local compatível, que iria aparecer na foto em cima da cama ou próximo aos joelhos do menino", explicou Sanguinetti.
Para ele, a equipe da perícia precisa refazer os cálculos do trajeto dos corpos ao serem atingidos pelos projéteis porque a conclusão está equivocada ao afirmar que o menino assassinou os pais e depois se matou. Ele explicou que não é impossível refazer os cálculos mesmo com o cenário desfeito e que os peritos devem se basear nas imagens para concluir "claramente" que o menino também foi vítima.
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5.ago.2013 - Em foto de rede social, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, brinca com medalha no uniforme do pai, o sargento da Rota (tropa de elite da PM paulista) Luis Marcelo Pesseghini, que foram encontrados mortos junto com a mulher do sargento, que era cabo da PM, Andreia Regina Bovo Pesseghini, dentro de casa no bairro da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, nesta segunda-feira (5). Além dos três, a mãe da cabo e a irmã dela foram encontradas mortas em outra casa que fica no mesmo quintal. A polícia trabalha com a hipótese de que o garoto tenha atirado nos membros da família e depois se matado Leia mais Reprodução/Facebook

"Apesar de as pessoas próximas ao menino dizerem que ele sabia atirar, a forma como cada um deles foi morto, com apenas um tiro na cabeça, é de atirador profissional. Por mais que o menino tivesse habilidade, ele iria efetuar mais de um disparo para atingir os corpos dos pais e para se certificar de que eles teriam morrido", argumentou o legista.
Sanguinetti disse que também seguiu os cálculos da medicina legal para afirmar que o corpo de Andreia foi colocado no local em que foi encontrado. Para ele, a policial não foi morta na posição fetal. "A parte do corpo que ficou suspensa na cama corresponde a 15% da massa [corporal da vítima], e o peso restante iria fazer o corpo ser arrastado para o chão. Jamais, ao levar um tiro, o corpo conseguiria se manter em uma posição que a parte mais leve seguraria a parte mais pesada, a não ser que já estivesse com rigidez cadavérica, como podemos observar na foto."
O legista também questionou o argumento de que não foi detectada a presença de chumbo, antimônio, bário e pólvora nas mãos do menino, e que, ao efetuar supostamente os cinco disparos que mataram o adolescente, os pais, a avó Benedita de Oliveira Bovo, 67, e a tia Bernadete Oliveira da Silva, 55, o polegar e a parte dorsal da mão esquerda, obrigatoriamente, teriam algum vestígio.
"Informaram que o menino era sinistro e nem a mão esquerda, a provável a ser usada para fazer os disparos, e nem direita apareceram com resíduos de tiros. Obrigatoriamente quando efetuam-se disparos de arma de fogo os resíduos aparecem. Se disserem que ele efetuou e deu negativo o exame residuográfico estamos indo de encontro com toda a medicina legal", afirmou
O médico legista questionou ainda o porquê da equipe de criminalistas não realizar exame em microscópio para observar resíduos dos tiros na derme e na epiderme do garoto. "Eles fizeram exames somente com a lavagem das mãos em soro, mas deviam ter retirado pedaços da pele do menino para investigar os resíduos e iriam encontrar", disse.

Sanguinetti disse que também analisou os relatos do cenário da casa dos PMs paulistas assassinados e afirmou que a equipe de peritos só observou se o portão e a porta estavam intactos, sem sinais de arrombamento. "Tinha uma janela com o cadeado arrombado e eles ignoraram a informação da cena. Provavelmente a pessoa que matou os cinco entrou pelo local."

Sargento pode ter morrido 10h antes que família

A conclusão dos médicos legistas constará no laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística e que deverá ser entregue à Polícia Civil de São Paulo até o meio da semana.
O IC utiliza análise de manchas de sangue para indicar o momento em que o sargento foi morto. Também durante os próximos dias, o instituto deverá concluir o laudo necroscópico das outras vítimas e apontar, por exemplo, se alguma delas havia sido sedada ou se continha vestígios de pólvora.
Também aguardam o resultado de análise de peritos o computador e telefones celulares apreendidos na casa da família. Procurada nesse sábado, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que "só serão considerados laudos oficiais do caso".